Coleta de Dados - Informações Gerais

Coleta de dados

Informações gerais do estudo
Há grande incerteza sobre o impacto do distanciamento social decorrente da pandemia de coronavírus sobre a mobilidade da população idosa. A restrição da mobilidade nos espaços de vida de forma abrupta e disseminada para populações inteiras ainda não foi estudado. O acompanhamento desta população é fundamental para entender os aspectos que interferem na mobilidade dos idosos durante e após a pandemia para que seja possível desenvolver estratégias de intervenção para mitigar os possíveis impactos negativos. Pensando nisso, a foi iniciado em maio de 2020 um estudo longitudinal para investigar o impacto da pandemia por coronavírus (Sars-CoV-2) sobre a mobilidade de pessoas idosas que vivem na comunidade.

Por que estamos interessados na mobilidade nos espaços de vida?

A mobilidade nos espaços de vida é um constructo que avalia os comportamentos de deslocamento das pessoas dentro nos vários ambientes/ espaços. No contexto da vida cotidiana as pessoas se deslocam em vários ambientes, como por exemplo dentro de casa em diversos cômodos, na vizinhança, em outros locais na cidade etc, com propósitos diversos tais como fazer tarefas de autocuidado, tarefas domésticas, trabalhar, ter acesso a produtos e serviços e realizar atividades físicas e recreativas (Tsai, Rantakokko, Rantanen, Viljanen, Kauppinen & Portegijs, 2016). Envolve o deslocamento nos espaços, a frequência deste deslocamento e a necessidade de ajuda. A mobilidade é resultado da interação de aspectos biológicos, comportamentais, sociais, econômicos e ambientais é um forte determinante de envelhecimento ativo e saudável. Intimamente associada ao estado de saúde e qualidade de vida, a mobilidade é fundamental para um envelhecimento ativo, possibilitando a manutenção de uma vida dinâmica, independente e com autonomia. (Musich, Wang, Ruiz, Hawkins, & Wicker, 2018; Webber, Porter, & Menec, 2010)

A restrição de deslocamento pode gerar desfechos negativos para a saúde física e mental dos idosos, em um efeito de espiral declinante, e maior limitação funcional para realização de atividades básicas de vida diária (Gill, Allore, Holford, & Guo, 2004).

Embora as medidas de restrição de deslocamento e isolamento adotadas sejam imprescindíveis para diminuir a curva de contágio da COVID-19, é importante considerar o possível impacto dessas restrições na mobilidade da população idosa (Elovainio et al., 2017; Hall, Laddu, Phillips, Lavie, & Arena, 2020) .

Recomendações e estratégias têm sido desenvolvidas para estimular a prática de atividade física e exercícios domiciliares da população em geral (Hammami, Harrabi, Mohr, & Krustrup, 2020; Jimenez-Pavon, Carbonell-Baeza, & Lavie, 2020; Pelicioni, & Lord, 2020) . No entanto, espaços reduzidos de moradia, dificuldade de acesso a meios digitais para indicação e supervisão de exercícios pode ser uma barreira para que a população idosa se mantenha fisicamente ativa durante o tempo de distanciamento social.

Como será realizada a avaliação desse impacto?

A pandemia pelo Sars-CoV-2 foi decretada em pela Organização Mundial de Saúde em 30 de Janeiro de 2020. A transmissão comunitária foi reconhecida pelo Ministério da Saúde do Brasil no dia 20 de Março, quando havia um total de 904 casos confirmados e 11 mortes distribuídos em 24 estados e no Distrito Federal.

Trata-se de um estudo de seguimento de uma coorte de pessoas idosas em 4 ondas de coleta de dados e em 5 pontos no tempo. A coleta inicial contou com a avaliação de 1482 participantes de todas as regiões do Brasil entre Maio e Julho de 2020.


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Se tiver dúvidas, por favor, entre em contato com o pesquisador responsável:
Profa. Dra. Monica Rodrigues Perracini (UNICID/Unicamp)
Telefone: (11) 2178-1565
E-mail: contato@remobilize.com.br

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